http://maquine.rs.gov.br/569-secretaria-municipal-de-saude-e-vigilancia-ambiental-passam-orientacoes-sobre-os-cuidados-que-devem-ser-realizados-em-relacao-a-febre-amarela

Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Ambiental passam orientações sobre os cuidados em relação a febre amarela

A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, doença causada por um vírus transmitido por artrópodes. Nas Américas, os vetores mais importantes são mosquitos pertencentes aos gêneros Haemagogus e Sabethes.

A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, doença causada por um vírus transmitido por artrópodes. Nas Américas, os vetores mais importantes são mosquitos pertencentes aos gêneros Haemagogus e Sabethes. No Rio Grande do Sul, o vírus é transmitido por Haemagogus leucocelaenus, espécie nativa, amplamente distribuída em ambientes silvestres do Estado e por isso não passível de controle. A febre amarela é um agravo que afeta os animais e o Homem, que tem em seu ciclo silvestre, os Primatas Não Humanos (PNH) como principais hospedeiros. No Rio Grande do Sul existem 03 espécies de PNH: Cebus sp. (macaco-prego), Alouatta caraya (bugio-preto) e Alouatta guariba clamitans (bugio-ruivo). As espécies do gênero Alouatta são mais suscetíveis ao vírus amarílico, o qual causa grande mortalidade nestes animais. As espécies de PNH são sentinelas da circulação do vírus causador da febre amarela, uma vez que a mortalidade (epizootia) destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região .Diante do  últimos acontecimentos no Brasil cabem alguns esclarecimentos acerca do manejo e procedimentos em PNH para a vigilância e identificação da febre amarela no Estado do Rio Grande do Sul.

1) ANIMAIS VIVOS APARENTEMENTE SAUDÁVEIS

A presença de bugios em uma determinada região não significa risco para febre amarela, no entanto cabe ás autoridades sanitárias municipais a descoberta e o registro das populações de PNH contando com ajuda da populações humanas que vivem em áreas rurais. Convém lembrar que a captura e manejo de qualquer animal da fauna silvestre, necessita de autorização prévia das autoridades competentes.

2) ANIMAIS VIVOS APARENTEMENTE DOENTES OU MORIBUNDOS

Quando se tratar de um ou mais animais com sinais clínicos de doença (animais encontrados no solo, apáticos e sem reações) avisar a secretaria de saúde municipal para realizar investigação. De maneira nenhuma capturar e remover estes animais, sob o risco de distribuir um patógeno para outras regioes.

3) ANIMAIS MORTOS

Recomenda-se que PNH  (população não humana) encontrados mortos ou doentes não sejam  removidos para outro lugar, sobretudo para áreas com grande densidade populacional. Todos os procedimentos que se façam necessários, incluindo coleta de material para envio ao laboratório, devem ser realizados no local pela autoridade competente.

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